Antes de falar de plantações, precisamos conhecer o solo: do que ele é feito, quais são as suas camadas e os seus tipos.
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Antes de falar de plantações, precisamos conhecer o solo: do que ele é feito, quais são as suas camadas e os seus tipos.
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O solo é a camada de terra que cobre a superfície do nosso planeta. É nele que as plantas fixam as suas raízes e encontram a água e os nutrientes de que precisam para crescer.
O solo é formado pela mistura de quatro coisas:
É a chuva, o vento, o calor do Sol e a ação dos seres vivos que vão quebrando a rocha em pedaços cada vez menores, até virar o solo em que plantamos.
Se cavássemos um buraco bem fundo, veríamos que o solo não é igual por inteiro: ele tem camadas diferentes, umas em cima das outras. Esse conjunto de camadas é chamado de perfil do solo.
Veja o que existe em cada camada, de cima para baixo:
Guarde bem: o húmus é a camada mais importante para plantar, e também a mais fininha. É justamente ela que a erosão leva embora e que as queimadas prejudicam — assuntos que veremos nas próximas partes.
Nem todo solo é igual. Dependendo do que existe em maior quantidade nele, o solo recebe um nome diferente:
| Tipo de solo | Do que é feito | E a água? | Serve para plantar? |
|---|---|---|---|
| Arenoso | Muita areia | Passa rápido; seca logo | Pouco fértil |
| Argiloso | Muita argila | Fica retida; pode encharcar | Mais ou menos |
| Humífero | Muito húmus | Guarda na medida certa | O melhor de todos |
| Calcário | Muitas pedras | Escorre entre as pedras | Pouco fértil |
E agora? Como nem todo solo é fértil, e como o plantio vai gastando os nutrientes, o ser humano precisa preparar e cuidar do solo. É isso que vamos estudar nas próximas partes: a agricultura, a erosão, as queimadas e a adubação.
A agricultura produz os alimentos que comemos. Vamos entender como se prepara o solo e como cuidar dele sem prejudicar o meio ambiente.
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A agricultura é a atividade que permite produzir alimentos para os seres humanos. Para plantar, primeiro é preciso preparar o solo. Essa preparação envolve dois passos:
Depois de preparar o solo, para as plantas crescerem bem, além da adubação também é necessária a irrigação — ou seja, aguar o solo (dar água às plantas).
Resumindo: para plantar, preparamos o solo (desmatamento + adubação) e depois cuidamos com adubação (nutrientes) e irrigação (água). Assim as plantas conseguem crescer.
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Quando o solo é desgastado pelo desmatamento e pelas chuvas, pode ocorrer um processo chamado erosão. Na erosão, parte do solo se solta e é arrastada pela chuva.
Lembre-se do que vimos na Parte 1: a camada de cima do solo é o húmus, a mais rica em nutrientes. É justamente ela que a erosão leva embora primeiro — por isso o solo erodido fica pobre e difícil de plantar.
As raízes das plantas protegem o solo da erosão: elas funcionam como um "suporte" que segura a terra e impede que a água da chuva a arraste — principalmente nas encostas (terrenos inclinados), onde a água desce com força.
Os terrenos inclinados, como os morros, sofrem mais erosão por causa da gravidade, que faz a água descer com mais velocidade e mais força. Existe uma técnica que ajuda bastante: o plantio em terraços — plantações feitas como grandes degraus de uma escada, que diminuem a velocidade da água que desce.
A erosão também afeta rios, riachos e lagoas. A vegetação que cresce perto dos rios — chamada de mata ciliar — tem raízes que seguram o solo e impedem que a terra seja carregada pela água.
Se a mata ciliar é retirada, a correnteza do rio arrasta a terra para dentro dele. Essa terra se deposita no fundo do rio, que vai ficando cada vez mais raso (menos profundo). Isso prejudica os peixes e é conhecido como assoreamento.
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Um dos modos mais antigos e comuns de retirar a cobertura vegetal (a vegetação original) para o plantio é a queimada — colocar fogo na vegetação. Porém, as queimadas prejudicam o solo.
As queimadas matam os microorganismos decompositores — seres vivos pequeninos que decompõem (transformam) as folhas caídas, as fezes e os organismos mortos. São eles que transformam esse material orgânico em nutrientes para o solo.
Sem esses decompositores, o solo perde a capacidade de se renovar. Por isso, com as queimadas, a fertilidade do solo diminui — ou seja, o solo fica mais fraco para plantar.
Atenção: a queimada limpa o terreno rápido, mas mata os decompositores e deixa o solo menos fértil. Além disso, o fogo pode se espalhar e causar grandes incêndios na natureza.
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As plantações são fonte de alimento para os seres humanos e para outros animais domesticados — mas também para insetos, fungos e bactérias. Quando não há predadores por perto, esses organismos se multiplicam depressa e danificam as plantações. Eles são chamados de pragas.
Para combater as pragas, os agricultores usam os agrotóxicos (também chamados de defensivos agrícolas), que matam essas pragas.
Dica saudável: sempre lave bem as frutas e os legumes antes de comer. Isso ajuda a remover boa parte dos agrotóxicos, que ficam mais na casca.
Os fungos e as bactérias se alimentam de folhas caídas, restos de organismos e fezes de animais, decompondo-os e produzindo nutrientes para o solo. Esse é o processo natural de adubação do solo feito pelos organismos decompositores.
Mas, com o plantio, o solo vai perdendo nutrientes que não conseguem ser repostos apenas pela adubação natural. Por isso, é preciso a adubação artificial: colocar no solo, de forma artificial, materiais com nutrientes para as plantas — tanto sintéticos quanto orgânicos (como estercos e restos de vegetais).
Clique em cada termo para revelar a sua definição.
Resolva os exercícios abaixo. Cada um traz uma explicação depois que você verifica a resposta.
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| Palavra | Significado |
|---|---|
| 1. Erosão | |
| 2. Assoreamento | |
| 3. Mata ciliar |
| Etapa | Descrição |
|---|---|
| 1. Adubação | |
| 2. Irrigação | |
| 3. Desmatamento |